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sobre mim:
Pretendemos, com este espaço, recriar um hipotético diário de Inês de Castro. Somos: Filipa Fernandes / Rodolfo dos Santos / Sara Félix / Helena Ferreira
Coordenação - Professora Rosalina Simão Nunes
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Inês de Castro |
| Escola Dr. João das Regras (8ºE) |
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| A fechar... |
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Coordenar, pedagogicamente, a participação da Filipa, Helena, Rodolfo e Sara nesta inciativa do PNL / Fundação Inês de Castro foi muito mais do que um dever. Recordou-me a razão pela qual continuo a ser a professora empenhada de sempre. Os nossos jovens merecem esta dedicação. Incialmente pensado para ser um Diário sério e histórico sobre os amores de Inês e Pedro, o trabalho acabou por seguir um rumo diferente e algo humorístico, fruto da própria dinâmica do grupo que foi respeitada e, por isso, aceite. Privilegiou-se o trabalho de grupo, tendo sido necessários encontros semanais para organizar o trabalho. E creio que todos vamos ter saudades dessas quinta-feiras, a seguir ao almoço. Esperemos que, para o ano, haja outra proposta, outro desafio. Obrigada, Filipa, Helena, Rodolfo e Sara por terem estado sempre presentes. Rosalina Simão Nunes |
escrito por Inês de Castro27-03-2009 23:47
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| Seminário sobre Inês de Castro |
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Seria interessante a realização de um Seminário sobre a temática de Inês de Castro na Literatura Portuguesa. A Filipa Fernandes fez já o seu Programa... 
Para ver melhor, clicar aqui. _____________________________ Fonte de pesquisa: Língua Portuguesa |
escrito por Inês de Castro27-03-2009 23:35
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| O mais trágico de toda esta História… |
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XI Os guardas vêm aí… Tenho de fugir… Avisar/deixar (riscar o que não interessa) os meus filhos… Tenho de partir. Um cutelo da cozinha, Eu vou roubar. Quando estiver a correr, Com este vou levar. Talvez sim, Talvez não, O melhor é correr, Deixar de escrever à mão. Ups! Apanharam-me, Simultaneamente corro e escrevo Não dá jeito, Fecharei este capítulo Da minha (eterna) vida Será o nosso segredo. Não me mataram, Apenas escorreguei, Uma farpa espetei (no dedo) Os meus filhos chamei, Não quiseram vir, Tinham mais que fazer, Chamei-os uma vez mais Irei morrer.
Finalmente, e porque esta situação já se arrasta há algum tempo, morri!
Texto a duas mãos Helena Ferreira e Sara Félix |
escrito por Inês de Castro25-03-2009 22:44
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| Later (mais tarde)… |
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X Algum tempo depois da última escrita… Tenho tido uma vida muito atarefada, só de me tentar esconder daqueles canalhas que, a mando do rei, me perseguem e aos meus quatro ou cinco (ñ tenho a certeza) filhos. É impressionante… Já fugimos para Castela, Já nos mudámos para longe, Têm-nos à “trela”, Qualquer dia, disfarço-me de monge (porque irei para um convento) Irei para o Mondego, Onde aí, finalmente, Terei sossego, Nos braços do meu Pedro, Pai dos meus filhos. Aí ficarei, Sem esperar por ninguém, Só eu e o Pedro, Nas margens do Mondego. Texto a duas mãos Helena Ferreira e Sara Félix |
escrito por Inês de Castro25-03-2009 22:37
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| Um mal que veio por bem... |
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IX Cá no castelo, todos estão chorando a perda de D. Luís (Yes!) Sendo assim, já não tenho afilhado, logo já não sou madrinha, logo já não estou privada de D. Pedro, logo o Clero já não me vai impedir de um dia poder entrar numa igreja, vestida de branco e com um véu enoooorme a arrastar e, consequentemente, a varrer o chão de pedra, onde muitos já foram sepultados… Que casamento tão romântico! Texto a duas mãos Helena Ferreira e Sara Félix |
escrito por Inês de Castro25-03-2009 22:32
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| Uma proposta desonesta |
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VIII
Nestes últimos tempos, tenho assistido a provocações daquela maluca maníaca (para quem ainda não percebeu, estou a falar de D. Constança). Não é que a doida passa a vida a tomar banho em pó-de-arroz!? Para além disso, agora convidou-me para ser madrinha de baptismo de D. Luís, à qual não pude recusar. Deve pensar que é assim que me separa de D. Pedro… Despeço-me com um especial beijinho para o meu futuro afilhado, bem como para o meu futuro compadre… Texto a duas mãos Helena Ferreira e Sara Félix |
escrito por Inês de Castro25-03-2009 22:23
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| Censura de material de escrita… |
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VII
Peço “ carroças e carroças” de desculpas, pois o meu Pedrinho privou-me de pergaminhos, pena e tinta (deve ter receio que eu escreva disparates). Mas não me posso queixar muito… O meu Pedrocas é dos reis mais justos e benevolentes de toda a História Portuguesa. Texto a duas mãos Helena Ferreira e Sara Félix _________________________________________________ Bibliografia: História de Portugal, Vol. I Marques, A.H. de Oliveira Palas Editores Novembro 1982, 10ª Edição Lisboa |
escrito por Inês de Castro25-03-2009 22:13
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| O Diário de Pedro / O original |
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escrito por Inês de Castro22-03-2009 10:18
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| Post Scriptum |
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VI D. Pedro entrou, aqui, enquanto eu copiava o seu diário e, louco de fúria, aproximou-se de mim… Muito perto da minha cara… Olhos muito próximos… E olhando-me com o aquele seu olhar penetrante e…Deu-me, deu-me um beijinho. continua… Texto a duas mãos:
Helena Ferreira/ Sara Félix |
escrito por Inês de Castro12-03-2009 17:20
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| O Diário de Pedro |
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V Como prometido… Aqui vão alguns dos excertos do diário de D. Pedro: “Diário, hoje, sinto-me muito frustrado… O carrasco teve muito trabalho… Não posso dar tanta festa ao povo de uma só vez. Ainda vão pensar que fiquei louco. E eles têm de saber que isto está a ser feito por uma questão de justiça. Eles têm de saber porque me chamam Pedro, o Justiceiro. E por hoje foi só… Diário, hoje li o Diário de Inês… Confesso que fiquei pior ao ler o seu diário, do que ter comido, ontem, cheio de especiarias, aquele leitão comprado há dois meses no mercado… Não há direito… Não gaguejei tanto como ela o descreveu. Mas pronto, fiquei contente por saber que me continua a amar. P.S. – Ia-me esquecendo, também mandei enforcar o escrivão do tesouro…” continua… Texto a duas mãos:
Helena Ferreira/ Sara Félix ______________________ Bibliografia: Lopes, Fernão - Crónica de D. Pedro, Livros Horizonte, 1977 Marques, A.H. de Oliveira - História de Portugal, Vol.I, Palas Editores, Lisboa, Novembro de 1982, 10ª edição, página 215
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escrito por Inês de Castro12-03-2009 17:16
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| Uma inconfidência |
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IV Hoje tenho de Vos confessar algo que soube e que, tratando-se do meu Pedro é muito feio: descobri que o meu Pedro leu o meu diário. O meu Pedro invadiu a minha privacidade… Não tive reacção… São coisas privadas, Meu Deus. Mas Amanhã vou ler o dele! (para ver se aprende!!!) “Amor com amor se paga!”. E depois aqui Vos contarei o que ele escreve sobre mim. Aguardem. continua… Texto a duas mãos:
Helena Ferreira/ Sara Félix |
escrito por Inês de Castro11-03-2009 15:44
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| Hotel D. Inês |
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- Imaginem que há hotéis com o meu nome!! Há hotéis que ajudam a contar a minha história!!!
- Sei que a Filipa Fernandes andou a fazer umas pesquisas e desse trabalho resultou o seguinte Cartaz:
 - Se quiserem ver o Cartaz com mais pormenor, cliquem aqui.
____________________ Fonte da pesquisa: |
escrito por Inês de Castro28-02-2009 05:47
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| A Chegada a Portugal |
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III Vindas de Castela… Chegadas a Portugal… Saindo da dita carroça...Aconteceu o primeiro erro de D. Pedro... [É uma chatice ainda não terem descoberto a máquina fotográfica, na altura. Teria gravado o momento para a posteridade]. Estava saindo da carroça, seguindo D. Constança, quando se aproximou o futuro monarca e foi amor à primeira vista... Virando-se para mim, julgando-me D. Constança, a noiva, disse-me D. Pedro, com a sua “ga-ga-ga-guez”: - Bom-bom-bom dia, infanta D. Con-con-con-stança! - E este foi o seu primeiro erro - confundir-me com Constança... - Receio que se tenha enganado… - disse-lhe eu. - 'Cum’ a tecnologia de hoje em dia (a roda), não me vai dizer que não é D. Con-con-con-stança! – disse “entre dentes” – Aconteceu a mesma coisa com a outra (D. Branca).
continua... Texto a duas mãos:
Helena Ferreira/ Sara Félix _________________________________ Bibliografia: - Saraiva, José Hermano - História de Portugal, Vol.II, Publicações Alfa, Lisboa, 1983, Página 61
- Serrão, Luís - Reis e Presidentes de Portugal, Volume I, Dinastia Afonsina, Biblioteca Super Interessante , Acj (Abril/Controljornal Editora) , Maio, 2001, Queluz de Baixo, Página 86
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escrito por Inês de Castro26-02-2009 17:46
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| A abalada de Castela... |
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II Vou agora começar a contar a minha história de amor. Dolorosa, sofrida, mas, ao mesmo tempo, intensa, verdadeira, e, quase me atreveria a dizer, universal e eterna. Como me dói escrever sobre os meus amores, não estranhem que, aqui e ali, haja um toque de humor. Serve para aliviar a dor. Continuarei também a falar das coisas que vou encontrando neste mundo novo sobre mim. E tudo começou da seguinte maneira, ora leiam... Meu pai, D. Pedro Fernández de Castro, (camareiro-mor de Afonso XI de Castela) primo daquele tolo que em vez de comigo casar, fá-lo-á com a despeitada da D. Constança, e assim será, pois não consegui impedir que a carroça onde eu e D. Constança viajávamos entrasse em Portugal (em 1340). Ainda tenho na memória a imagem de Aldonza Suárez – a minha mãe – a acenar o lencinho onde se costumava assoar, para se despedir de mim e da, então, minha futura angústia… Texto a duas mãos
Sara Félix/Helena Ferreira continua... _________________________________ Bibliografia - Marques, A.H. de Oliveira, História de Portugal, Vol.I , Palas Editores, Lisboa, Novembro de 1982, 10ª edição, página 215.
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escrito por Inês de Castro19-02-2009 23:05
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| Pedro, amar-te-ei sempre! |
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escrito por Inês de Castro09-02-2009 10:52
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| Um filme sobre mim... |
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Tenho-me mantido em silêncio desde a explicação do significado do meu nome, porque me é mesmo muito doloroso falar sobre os meus amores, sobre a minha história, sobre os meus filhos, sobre a minha vida. Tão doloroso… Entretanto soube que muito se tem escrito sobre mim. Disso falarei noutra altura. Hoje deixar-Vos-ei aqui alguns registos muito interessantes. Imaginem que Leitão de Barros, em 1945, realizou um filme sobre mim. Fiquei emocionada. Aí em cima está o cartaz que, na época, anunciava a estreia do filme. Podem também ver alguns momentos do filme e em simultâneo da minha vida. Escolhi o primeiro vídeo, uma vez que é aquele que retrata o início do meu drama: o noivado de Pedro com D. Constança. D. Constança que no início me fez sua confidente… Mal sabia ela. E eu…
Pesquisa e texto da responsabilidade de Filipa Fernandes _____________________ Pesquisa efectuada através do blog:
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escrito por Inês de Castro03-02-2009 02:42
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| O meu nome |
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I O meu nome, Inês, provém do grego Hagnes e significava «pura, santa, casta»). Chegou ao português através do latim, vulgarizando-se por causa do culto de Santa Inês, virgem romana, martirizada em 303. Em Portugal, para reforçar o uso moderno deste antropónimo deve ter contribuído muito a minha popularidade. Eu sou aquela que, segundo Camões, "despois de ser morta foi rainha". E é sobre mim e a minha vida que eu aqui vou escrever, quando as lágrimas tristes me invadirem. Falarei também de Pedro, o meu amor, do seu pai, dos meus filhos e dos outros. Dos algozes... E claro que também terei palavras para As filhas do Mondego, aquelas que "a morte escura / Longo tempo chorando memoraram,..." _____________________ Bibliografia - Dicionário Onomástico, José Pedro Machado
- Os Lusíadas, Luís Vaz de Camões
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escrito por Inês de Castro21-12-2008 14:13
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Palavras-chave: |
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