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sobre mim: “Meninos que gostam de (ouvir) ler” é um Projecto de Leitura do Agrupamento de Escolas de Rio Tinto nº2 criado no âmbito do Plano Nacional de Leitura. Este blog pretende ser, essencialmente, um espaço de partilha das leituras feitas pelos alunos no campo de acção deste Projecto.
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EB 2/3 Rio Tinto nº 2
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| O Perfume, de Patrick Suskind |
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No âmbito da leitura recreativa, os alunos do 9º D apresentaram, nas aulas de Língua Portuguesa, o resultados da leitura do livro Perfume, de Patrick Suskind. Partilhamos, a título de exemplo, uma das apresentações em Powerpoint complementares da referida acção.
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 226-01-2010 11:44
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| VENCEDORES DA 1ª FASE DO CNL DA EB 2,3 RIO TINTO 2 |
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Participaram na 1ª fase do Concurso Nacional de Leitura, levada a cabo na nossa escola no passado dia 6 de Janeiro, 46 alunos do 3º ciclo. Os vencedores já estão apurados e inscritos na 2ª fase do concurso, que terá lugar na Biblioteca Almeida Garrett (Porto), em data a definir. São eles: José Diogo da Cunha Martins, aluno do 7º ano, Mariana Isabel Pinto Ferreira e Ricardo Manuel Gonçalves Almeida, alunos do 9º ano. A qualidade das participações levou a que, este ano, tivessemos decidido atribuir também três Menções Honrosas aos alunos Ana Rita Ribeiro Dias, do 8º ano, Sara Raquel Pinho Silva e José Gabriel Cardoso Lopes, 9º ano. Foi entregue, a todos os participantes, um Diploma de Participação, e os vencedores receberão livros, em cerimónia a realizar brevemente.
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 216-01-2010 15:10
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| Entrega de prémios do 2º concurso “Quadras de São João” |
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A entrega dos prémios do 2º Concurso “Quadras de São João”, promovido pela RBEP (Rede de Bibliotecas Escolares do Porto), decorreu no passado dia 26 de Outubro, “Dia Internacional da Biblioteca Escolar”, na Biblioteca Escolar do Agrupamento D. António Ferreira Gomes, em Ermesinde. Na cerimónia, esteve presente a nossa aluna Ana Maria Teixeira Guedes, do 8º ano de escolaridade, vencedora do 1º prémio. Os autores das quadras premiadas foram distinguidos com ofertas da Câmara Municipal do Porto, das Edições Afrontamento, da Rede de Bibliotecas Escolares e do Plano Nacional de Leitura. Esta comemoração contou com a presença do Dr. Carlos Sousa, em representação da DREN, entre outras individualidades.
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 230-10-2009 10:10
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| ISLM Bookmark Project |
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Outubro é o “Mês Internacional da Biblioteca Escolar”, este ano subordinado ao tema 'School Libraries: The Big Picture'. Neste âmbito, a Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Rio Tinto nº2 volta a participar no 'ISLM Bookmark Project', que consiste na troca de marcadores de livros, concebidos pelos alunos, entre escolas de países diferentes. Este ano, a Escola Básica de Rio Tinto nº2 trocará os Bookmarks com uma escola da Virginia, a Yorktown Middle SchoolYorktown.
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 216-10-2009 14:05
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| Ler+ para vencer |
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No âmbito da recepção aos alunos do 5º ano, a nossa Biblioteca Escolar acolheu, na manhã de segunda-feira, todos os grupos-turma deste nível de ensino, que foram presenteados, pelo Grupo Disciplinar de Educação Musical, com um concerto de flautas protagonizado por vários alunos que frequentaram aquela área curricular no ano lectivo transacto. Aproveitando o momento, a Biblioteca ofereceu, a cada um dos alunos recém-chegados, um livro, associando, assim, a escola ao prazer de ler. Esta iniciativa, designada Ler+ para vencer, foi proporcionada pelo PNL em colaboração com as Bibliotecas Escolares de todo o país.
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 221-09-2009 15:44
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| Recados de Mãe |
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Título da Obra: Recados de Mãe Nome do Autor: Maria Teresa Maia Gonzalez Assunto: O livro Recados de Mãe relata-nos uma historia sobre uma mãe que tinha duas filhas Clara e Leonor, Leonor e sua mãe viviam sozinhas, não tendo ligação à restante família, só ao pai mas muito raramente, pois o pai não as visitava com frequência. Contudo, mãe e filhas eram muito felizes. Mas, certo dia, à tarde, estava a chover, Clara e Leonor estavam no colégio, à espera de sua mãe, que nunca se atrasava, mas, naquele dia foi uma excepção, a mãe de Clara e Leonor estava a demorar. As meninas, preocupadas, decidiram ligar ao pai, que mesmo não vivendo com elas, acreditaram que as iria ajudar. Com os telefonemas que fizeram, o pai descobriu que tinha de dar às suas filhas a mais triste noticia: a mãe tinha falecido num acidente. As meninas ficaram tristes e muito deprimidas, iriam enfrentar a mais difícil situação das suas vidas: viver sem sua mãe. O pai não estava interessado em ficar com suas filhas, porque já tinha outra família e não havia lugar para elas na sua vida, decidindo entregá-las à sua avó materna, que ela nunca tinham conhecido, pois a avó nunca aceitou o modo de vida que a mãe de Clara e Leonor tinha escolhido. Clara e Leonor foram então viver com a avó para a quinta do chorão, tristes por sem pai não as ter aceite. A avó tentou fazê-las felizes, ensinando-lhes também coisas novas. Clara e Leonor viviam agarradas aos sonhos que tinham sem sua mãe, não sendo fácil a relação com a avó. Leonor afeiçoou-se mais à sua avó do que Clara. Com o passar dos anos foram-se adaptando à sua nova vida e a maturidade de Leonor e especialmente de Clara foi aumentando. Clara aprendeu a gostar mais da sua avó e decidiu seguir o caminho de Deus. Leonor ficou na quinta do chorão, casou, teve filhos e após a morte da sua avó fez mudanças na sua casa, aguardava agora, a visita da sua irmã. “As meninas, agora adultas sabiam que, do céu, sua mãe estava a vê-las, admirada e feliz porque, afinal, cada imã delas, à sua maneira, aprendeu a ser mãe!” Personagem preferida: A minha personagem preferida foi a Leonor, porque sendo a mais nova das irmãs era a mais sonhadora, tendo conseguindo aguentar a morte de sua mãe, memo sofrendo muito, mas sentindo-a presente no seu coração. Leonor teve mais facilidade no relacionamento com as novas pessoas que entraram na sua vida. Apresentação global da obra: A obra mostra-nos o quanto é difícil perder um dos pais, principalmente quando outro não se interessa por nós. Também conclui, embora eu não tenho irmão, como pode ser importante a cumplicidade entre irmãos, assim como a presença de outras pessoas pode ajudar a ultrapassar a tristeza de perder um pai ou uma mãe. Nome: Filipe Jorge Vasconcelos Cardoso Nº 12 Ano 8 Turma F
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 212-06-2009 14:17
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| O cavaleiro da armadura enferrujada |
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Título da Obra: O cavaleiro da armadura enferrujada Autor: Robert Fisher Assunto:
Dilema do cavaleiro em que põe em causa os seus sentimentose os sentimentos da sua Juliet, em que cria tantas defesas e tantos receios que criou uma armadura como sendo uma segunda pele e quando se apercebeu já ninguem o conseguiu ajudar a tirar a armadura. Então, partiu em busca de ajuda para se libertar da armadura senão iria perder a esposa, o filho e a própria vida pois não se conseguia alimentar nem beber para se manter vivo. Então partiu em busca do Merlim um mago sábio da corte para que lhe pudesse dar conselhos para se libertar da armadura. Quando o encontrou ele deu-lhe várias etapas de aprendizagem para perder a armadura e eram: - O caminho da verdade - o cavaleiro chegou à conclusão que não podia continuar a seguir a vida que tinha, pois não chegava ao seu objectivo que era perder a armadura. - O castelo do silêncio - o cavaleiro teve que aprender a escutar o silêncio, a ouvir a sua voz interior para poder seguir em frente. - O castelo do conhecimento - este castelo é a fonte de todo o connhecimento '' O conhecimento é a luz através da qual encontrareis o vosso caminho ''. O cavaleiro passou nova etapa. passando para a seguinte. - O castelo da determinação e da coragem - em que o cavaleiro foi enfrentar um dragão depois de algumas tentativas o cavaleiro descobriu o novo significado de coragem e venceu o dragão passando para a seguinte etapa. - O cume da verdade - '' Embora tenha o Universo, nada posso afirmar ter, pois me agarrar ao que já conheço'' O cavaleiro vai ter que largar o conhecido para poder conhecer o desconhecido, ou seja, tem que se desprender de tudo que aprendeu para poder seguir em frente e perder o que restava da armadura. Personagens Preferidas:
Merlim - Porque era a sabedoria da vida, tem resposta para tudo que nos acontece. O esquilo - Porque é o braço direito do cavaleiro e quem o acompanha na descoberta da verdade e quem o alimentava. Rebeca - Porque era a sua mensageira e companheira de viagem. Apreciação Global:
O cavaleiro da armadura enferrujada é uma obra que nos desperta para a realidade das nossas escolhas, ao longo do nosso crescimento como seres humanos, e das defesas que criamos em nosso redor como protecçao, criando como que uma armadura para os sentimentos e aproximação das outras pessoas.
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 210-06-2009 10:38
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| Encontro na Lua |
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Título da Obra: Encontro na Lua Nome do Autor: Robin Moore Assunto: Encontro na Lua, o livro tem este título pois descreve a viagem de Neil Armstrong (primeiro homem a pisar a lua) e a sua tripulação até ao mundo obscuro. Começa por contar os treinos da tripulação, através de inúmeras simulações durante várias semanas. Quando estavam preparados para a missão com a Apolo 11 (nave), não exitaram. Neil Armstrong, Edward E. Aldrin e Mike Collins (três membros da tripulação da missão Apolo 11), arriscaram a vida através da NASA (Administração Aeronáutica e Especial Nacional), onde o objectivo era tirar fotos, recolher amostras do solo lunar e o principal, serem os primeiros a pisar o “mundo desconhecido”, a lua. A viagem durou 8 dias (de 16 de Julho de 1969 até 24 de Julho de 1969). Mas comecemos pela descolagem. Havia muito receio tanto no Edifício 30 (base de controlos) como nos três tripulantes. Mas tudo correu como esperavam. Mais ou menos a meio da viagem, ligaram as câmaras para todo o mundo observar a viagem. Na altura a televisão era a preto e branco, não se notava muito bem mas todo o mundo estava com os olhos postos na televisão. A chegada foi muito presenciada, pois aqui é que estava o mistério da lua. Será que era estável? Será que era plana? Será que era sólida? Será que dá para pousar? Ou a nave será absorvida pelo solo da lua? Eram perguntas que todos faziam. Até que a tripulação aterrou sem problemas. Foi uma ovação em todo o mundo, e como Neil Armstrong disse quando pisou a lua: “É um pequeno passo para o homem, um salto de gigante para a humanidade”. A chegada do Homem à lua, transmitida em directo pela televisão, foi provavelmente o maior feito da Humanidade de todos os tempos. Mas será que a televisão transmitiu exactamente aquilo que se passou? Será que a tripulação da Apolo 11 era efectivamente a primeira a pisar o solo lunar? O cidadão comum só conheceu o que a NASA lhe permitiu. Dos verdadeiros acontecimentos dessa inesquecível viagem apenas ficou um diminuto número de pessoas ligadas à NASA. Mas por que é que a NASA apenas transmitiu dois terços da viagem? A NASA cada vez que aparecesse algo de estranho a tripulação dizia “Pai Natal”, (palavra secreta) para pararem a emissão da televisão. Personagem preferida: Pela coragem que teve em aceitar o desafio de uma viagem que podia correr bem ou mal, a minha personagem preferida é Neil Armstrong. Também a força de líder que ele dava aos tripulantes da Apolo 11 nos bons e maus momentos da viagem. Apreciação global da obra: Adorei o livro, porque como diz na capa do livro “Top Secret”, tem todos os segredos da viagem até À lua. Existe um mundo onde não há respostas, onde um manto de enganos encobre muitas vezes a verdade. É nesse mundo obscuro que este livro se baseia, desvendando alguns dos mais intrigantes acontecimentos do século. É todo este interesse que me despertou para ler este fabuloso e fantástico livro. Tiago Tadeu Martins Pereira, nº. 26 Ano: 8º Turma: D
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 205-06-2009 17:10
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| “Os Lusíadas de Luís de Camões contados às crianças e lembrados ao povo” |
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Título da obra: “Os Lusíadas de Luís de Camões contados às crianças e lembrados ao povo” Nome do Autor: João de Barros Assunto: Um povo de marinheiros e heróis quis descobrir o caminho marítimo para a Índia (terra de esplendor e riqueza onde era difícil chegar). Quatro naus comandadas por Vasco da Gama lançaram-se através do Atlântico só conhecido até ao Cabo da Boa Esperança. O vento era brando e o mar sereno e a viagem correra bem até ali mas haveria perigos, a travessia seria arriscada, a viagem longa e ninguém sabia ao certo onde seguir. Os barcos já iam na costa de Moçambique e a viagem concretizar-se-ia se os ventos e o mar fossem favoráveis. No entanto, teriam que vencer as forças da natureza e a inveja dos homens. Até os próprios deuses discutiam se haviam de os auxiliar ou não. Júpiter, Baco, Marte, Apolo, Neptuno, e Vénus argumentavam sobre se deixariam ou não os navegadores continuarem viagem. Baco era tonto e mau; Vénus e Marte eram favoráveis pois os portugueses eram afectuosos e valentes. A decisão foi assim, ajudar os navegadores. Nesse momento, aportam numas ilhas para descansarem. Os seus habitantes eram mouros mas o seu relacionamento foi aparentemente cordial. Estes fingiram-se amigos e prometem um piloto, alimentos frescos e água doce. O rei Mouro pede a Gama que lhe diga de onde vinha, o que pretendia, que lhe mostrasse o livro da sua fé e as suas armas. Contudo, o objectivo era atrair os portugueses para uma cilada, pois Baco transformou-se em Mouro e inventou mentiras sobre os portugueses, chamando-lhes “ladrões e assassinos”. O piloto tinha intenção de os levar a Quiloa, onde Mouros cruéis os receberiam. No entanto, os ventos contrários levaram as naus para longe. Baco e os Mouros venceriam os portugueses se Vénus e as outras deusas do mar não impelissem as caravelas para o alto mar. Vénus dirige-se, então, a Júpiter pedindo que a ajude. Júpiter concorda com a sua filha, afirmando que os Lusitanos praticarão no oriente proezas que farão esquecer todos os outros povos do mundo, que edificarão cidades e darão novos mundos ao mundo, derrotarão mouros e governarão sabiamente. Júpiter ordenou então a Mercúrio que aparecesse em sonhos a Vasco da Gama e lhe indicasse um porto seguro e acolhedor (Melinde). O Rei de Melinde era humano e generoso e, apesar de serem mouros, os habitantes não eram falsos nem cruéis. O Rei louvou a coragem por tão longa e difícil viagem e promete ir a bordo visitar o capitão. O seu maior desejo era saber de onde vinham os portugueses, a que país pertenciam, o que tinha feito o seu povo e que religião seguiam. Vasco da Gama começou, assim, a contar a grande e famosa história de Portugal – a história dos nossos feitos, nossas conquistas, grandezas e actos sublimes. Este começou por dizer que Portugal se situa onde a Terra e o Mar começa. O primeiro ilustre que referiu foi Viriato que lutou contra os romanos. Seguiram-se D. Henrique, D. Afonso Henriques e D. Sancho que lutaram para conquistar terra aos mouros e seguiram os reis portugueses e os seus feitos até D. Manuel I. Conta depois que ele próprio foi chamado para comandar a frota destinada a encontrar o caminho marítimo para a Índia auxiliado por Paulo da Gama e Nicolau Coelho. Ninguém acreditou que conseguissem conquistar o sonho. Todos os choraram à sua partida, nomeadamente um velho da praia do Restelo, que afirmou que era uma loucura e que amaldiçoou quem deu aos homens o anseio de navegar. Estavam em Julho (já tinham passado 4 meses desde a partida de Lisboa). Já tinham passado a Mauritânia, a Madeira, o Sara e já estavam nas regiões “cujos habitantes o sol queima e torna negros”. Já tinham sofrido grandes perigos mas o pior ainda estava para vir. Do mar surgiu uma figura “robusta, fortíssima, gigantesca, de rosto pálido e zangado, de barba suja, de olhos encurvados, em atitude feroz. Os cabelos eram crespos e cheios de terra. A boca era negra, os dentes amarelos.” Esta figura amaldiçoou os portugueses dizendo que todas as naus que fizessem esta viagem sofreriam horrores de tormentos desmedidos. Vasco da Gama encheu-se de coragem e perguntou quem ele era e porque estava assim zangado. Ele explicou que era o cabo a quem chamaram Tormentório e que ninguém além dos portugueses descobriu. Ele disse que se tinha transformado em penedo por amor a Tétis. Vasco da Gama rezou a Deus que os livrasse dos perigos profetizados por Adamastor. Contornaram o cabo e seguiram para Norte. Estavam com fome, exaustos da viagem por climas e mares desconhecidos; os mantimentos apodreciam; a água faltava e os marinheiros estavam revoltados. Até que surgiu uma doença que vitimou alguns navegadores. A partir daí, chegaram até Melinde, o porto seguro, onde se encontravam agora. Terminada a narração do Vasco da Gama, os navegadores foram recebidos com danças, jogos e outras festas. No entanto, resolveram continuar depressa a sua viagem ao sonhado Oriente. Baco, por sua vez, não está agradado com o desenvolvimento da viagem e dirige-se a Neptuno. Este mora no fundo do mar. Baco diz a Neptuno que os navegadores portugueses querem atravessar o oceano só para humilhar e desrespeitar os seus guardas naturais. Neptuno convenceu-se e mandou que Eolo (Deus dos Ventos) soltasse os ventos que trazia presos, provocando um temporal furioso. Entretanto, Vasco da Gama que contava a história do Magriço que venceu os ingleses, apercebe-se que se aproxima uma tempestade. Rompe-se a vela grande e o naufrágio parece certo. Tão perto estava da Índia e tão impossível lhes parece lá chegar. O oceano “engoliria” as naus e os marinheiros se a tempestade não amainasse. Sossega o mar, amainam as ondas e as naus retomam o rumo para a Índia. Baco, invejoso, fora vencido de novo e já não “poderia contrariar os desígnios da gente Lusitana. Avista-se terra e, o piloto exclama que se trata de Calecute, cidade da Índia. Era realmente a Índia. Vasco da Gama agradece à Providência. Esta era a recompensa do seu esforço e tenacidade. Tinham vencido temporais, guerras, sofrimentos, calor e frio, distâncias e medos, desprezando preguiças, falsas honras e dinheiro sem virtude. Estes marinheiros tinham feito tudo para conquistar fama e glórias próprias que depois são a glória da sua pátria e do seu povo. Calecute era a capital da Índia, onde vivia o imperador, ou Samarim e era governada pelo Catual. Foi enviado um mensageiro dizendo que trazia uma mensagem do Rei de Portugal e que vinha não para guerrear mas para acrescentar pacificamente o esplendor e a glória da sua Terra e da sua fé. Mais tarde, dirigiu-se à armada uma embaixada dos homens mais importantes da cidade. O Catual disse a Vasco da Gama que todo o mundo conhecerá e louvará as façanhas dos portugueses. Foi, então, proposto um pacto de amizade e comércio. O Catual queria saber mais sobre os portugueses e dirigiu-se a Monçaíde que pintou os portugueses como gente heróica e destemida, nunca vencida em nenhuma guerra contra os infiéis e sempre incapazes de faltar à verdade. Na armada os portugueses traziam os retratos dos seus heróis. Vasco da Gama explicou, então, ao Catual as figuras representadas na nau. Apresentou as figuras representadas, começando por Luso, passando por D. Afonso Henriques e Nuno Álvares Pereira entre muitos outros. Todos eles têm em comum o facto de serem gente de coragem sem fim que se tornavam indomáveis e vitoriosos devido ao seu amor à pátria. No entanto, enquanto este relato sucedia, o Rei mandara chamar os seus ministros (que eram bruxos e adivinhos) que afirmaram que os portugueses eram mentirosos e que destruiriam gente e riquezas. Tinha sido Baco, que não contente com a chegada das naus, aparecera em sonhos a um sacerdote que desperta o ódio mouro contra os portugueses. Entretanto, Vasco da Gama estava na cidade à espera de notícias sobre o tratado da aliança e comércio. Contentava-se em partir da Índia sem mais dificuldades e em levar consigo alguns produtos da região para mostrar em Lisboa. O Rei mandou-o, então, chamar declarando que o comandante era mentiroso e que só poderia ser desterrado ou pirata. Tudo isto Gama ouviu e contrapôs. Contudo, foi inevitavelmente preso. Acabou por ser libertado mais tarde pelo envio de presentes. Queriam os portugueses partir mas os indianos arrasavam-nos. Tinham preparado uma armadilha para os matar, mas Monçaíde prevenira Gama que, ardilosamente, arquitectou um plano e iniciaram a viagem de regresso a Lisboa, trazendo consigo especiarias. Monçaíde, por vontade própria acompanhou os portugueses e converteu-se ao Cristianismo. Iniciava-se a viagem de regresso a casa depois de tantos perigos e a alegria enchia-lhes os corações. Haveria ainda uma última aventura. Vénus conduziu a armada até a Ilha dos Amores onde residiam as nereidas, filhas do oceano, que os receberam e acarinharam com festas e banquetes. Aqui os marinheiros puderam descansar como prémio da sua audácia. A ilha era maravilhosa e os marinheiros foram conduzidos ao palácio de Tétis. Esta não só louvava os feitos passados dos portugueses como profetizava outros actos heróicos e mais vitórias futuras aos futuros valentes soldados da nossa pátria. Tétis disse, então, a Vasco da Gama que lhe apresentaria numa esfera lúcida o mundo e todos os seus continentes para ele saber melhor onde ia e onde desejava passar e navegar. A Terra estava imóvel (como antes se acreditava) e viam-se os mares dividindo os continentes e os continentes com os seus países. Acrescentou que os domínios portugueses iriam até à China e Timor (para Oriente) e também para Ocidente nomeando Pedro Álvares Cabral e Fernão Magalhães. Os portugueses descobririam e dominariam os mares até aos seus mais distantes confins. Tétis aconselhou, depois, Vasco da Gama a embarcar de regresso. Semanas depois chegaram a Lisboa e ninguém esperava o seu regresso, o que causou um entusiasmo sem par entre a multidão. Estavam enfim os portugueses no caminho de regresso depois de terem alcançado a longínqua e desejosa Índia e de terem corrido mares até ali. Nunca dantes navegadores, venceram perigos, temporais, maldades, traições e ciladas dos homens. Personagens preferidas, justificando: As minhas personagens preferidas são os navegadores portugueses pois demonstraram serem fortes e corajosos ao enfrentar perigos terríveis, chegando mesmo a colocar a sua vida em risco pela pátria, no trajecto de Portugal à índia e no regresso do mesmo. Apreciação global da obra: João de Barros adaptou, usando uma prosa corrente e fácil, a epopeia maravilhosa de Camões com uma finalidade educativa e patriótica. Nele encontramos uma lição sobre os feitos heróicos dos portugueses contendo exemplos, conceitos e incentivos indispensáveis à formação e consciência da magnitude da história portuguesa. Estas proezas apenas foram conseguidas pela coragem e audácia de portugueses que se dispuseram a navegar “por mares nunca antes navegados”. Óscar Alves, Nº19, 8ºD
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 231-05-2009 10:30
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| O mundo em que vivi, de Ilse Losa |
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Assunto: Esta história começa com uma pequena menina que vivia com o seu avô Markus e com a sua avó Ester. Rose era uma pequena menina, frágil e de cabelo louro. Viviam os três numa pequena e humilde casa onde mandava a avó que era prática e económica, duas palavras que Rose cedo aprendeu a detestar. Também era muito fria até lhe custava a crer que alguma vez tinha sido criança. O avô, ao contrário da avó era carinhoso, gostava de brincar com Rose mas se a avó os apanhava acusava-o de mimar a criança. Ela era judia e às sextas-feiras ao anoitecer e aos sábados de manhã iam à sinagoga enquanto os cristãos veneravam o seu Deus na igreja. O tempo foi passando e Markus adoeceu. Tinham morrido dois dos seus filhos e já não brincava com Rose, andava triste, tinha morrido também uma parte de si. Um dia, Markus fez uma pergunta à sua neta que a surpreendeu bastante. Perguntou-lhe se o queria deixar, pergunta à qual ela respondeu que não, decididamente. Os pais de Rose queriam que ela voltasse para eles, para aprender a ler e a escrever mas ela queria ficar na escola da sua aldeia com o seu avô e com a sua avó. Passados uns dias o pai da pequena chegou, foi falar com o avô Markus que depois de uma longa conversa lhe disse que tinha de ir com o pai. Os protestos foram bastantes por parte de Rose mas ela não tinha escolha. Abraçou pela última vez o seu avô que já não parecia o mesmo e despediu-se da sua avó. Uma nova parte da sua vida ia começar. O pai levou-a para a sua nova casa. Era diferente, mais alegre e mais bonita. Viu então a sua mãe e os seus dois irmãos mais novos Rudi e Bruno. O tempo foi passando e ela foi-se familiarizando com toda a gente, já se tinha habituado completamente à sua nova terra quando uma terrível notícia a fez recordar o passado. O seu avô Markus tinha morrido. Todos foram ao funeral e ao seu antigo lar para ver como se aguentava a avó Ester. Tudo isso trouxe-lhe imensas recordações. Depois de toda a tristeza pela qual tinha passado ao saber que a pessoa que mais amava tinha partido, o seu pai convenceu Ester, que vivia sozinha, a mudar-se para casa deles. Na casa mandava Selma, mãe de Rose e Ester raramente convivia com eles, ia sempre para o seu quarto tricotar meias pretas que já ninguém usava. Não era a mesma, tinha perdido toda a sua autoridade. Mais uma vez o tempo passou e Rose crescera, estava a tornar-se uma mulher mas continuava a ter o mesmo sentimento, vergonha, tinha vergonha de ser quem era, achava-se feia e estava farta de ser humilhada ou posta de parte por ser judia, mas ninguém queria saber disso. O seu pai não acreditava em médicos e foi adoecendo. Quando já não podia com as dores foi finalmente ver um médico e ficou internado no hospital onde acabou por morrer ainda novo com uma doença recentemente descoberta. Rose sentia-se sozinha tal como a sua avó Ester que perdera o marido e todos os filhos. Finalmente Rose compreendia-a. Depois de tanta tristeza ela conheceu Paul, um jovem encantador e bonito por quem se apaixonou. De tal maneira se sentiram ligados que Paul queria tirar um curso rápido para ganhar dinheiro e casar com Rose. Ela já era adulta e procurava emprego. Arranjou um bom trabalho numa livraria, mas era longe, era em Berlim. Paul prometeu ir visitá-la várias vezes, mas não foi, e Rose sentia-se sozinha na grande cidade, apenas Kurt, um amigo de Paul, a visitava. Um dia, recebeu a notícia que a sua avó Ester tinha falecido, só lhe restava a mãe e os dois irmãos. A sua vida estava cada vez pior e para piorar a situação, Rose foi chamada à polícia por uma carta que escreveu a Kurt pois já eram bons amigos. Passou por tanto por dar a sua opinião sobre um homem, Füher, por dizer uma verdade. Estavam no tempo de Hitler e não havia liberdade. Durante aqueles cinco minutos que esteve a ser interrogada sobre a carta que escrevera a sua vida esteve em jogo e agora tinha de abandonar o país, um país onde se sentia só. Provavelmente iria para casa, abraçar os três membros da família que lhe restavam e começar de novo. Personagens preferidas, justificando: A minha personagem preferida é o avô Markus, porque era uma pessoa nobre. Rose gostava bastante dele, porque ele tentava dar-lhe tudo e educá-la o melhor que conseguia. Era uma pessoa carinhosa e também intelectual. Para ela era o melhor contador de histórias do mundo e ninguém o superava. Ele era como um pai para ela e dava-lhe protecção, fazia-a sentir-se segura quando a abraçava. Foi, sem dúvida, bastante importante para Rose. Apreciação global da obra: Eu gostei da obra, não foi das minhas favoritas, mas até achei interessante. A parte que mais gostei foi a do início, quando ela era uma frágil criança e tinha uma vida maravilhosa com os avôs. Tinha uma vida fácil, embora não tivesse muito dinheiro era uma boa vida e vivia com as pessoas que amava. Quando cresceu, passou a conhecer o preconceito, a vergonha e humilhação, a dor e também a morte. Sara Raquel Pinho Silva, nº 24, 8ºE
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 229-05-2009 17:11
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| Exposição "A Gurra Peninsular na Banda Desenhada" |
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Estará patente na Escola Básica de RioTinto nº2, de 6 de a 15 de Maio, uma exposição itinerante subordinada ao tema “A Guerra Peninsular na Banda Desenhada”, composta por 75 painéis em formato A3 , que poderá ser visitada de segunda a sexta-feira, das 8.30 às 18.30 horas. Organização: Sociedade Histórica da Independência de Portugal Concepção, investigação e realização: José Valle de Figueiredo "Com o desenvolvimento do Romance Histórico também este período (período das Invasões Francesas) alcançou expressão nos nossos maiores Autores, surgindo em obras de Camilo Castelo Branco, Pinheiro Chagas, Rebelo da Silva, Arnaldo Gama, Alberto Pimentel, Carlos Malheiro Dias, Campos Júnior, Júlio Dantas. Aquilino Ribeiro e, já no final do século XX e princípios deste, em autores como Alvaro Guerra, Mário Cláudio, Vasco da Graça Moura, Helena Rainha Coelho, César Luís de Carvalho e outros. (...) Arnaldo Gama foi, sem dúvida, o Autor que mais contribuiu para a difusão romanesca da Guerra Penínsular com o "Sargento-Mor de Vilar" (1863), que conheceu sucessivas edições, conquistando uma popularidade que o situa como o principal representante desta temática dp Romance Histórico. (...) Com desenhos de José Garcês - Mestre da BD portuguesa - o "Sargento-Mor de Vilar" viria a emparceirar com o "O Falcão", a narrativa escrita expressamente para o "Cavaleiro Andante" (uma das mais importantes revista portuguesa de BD) por Mascarenhas Barreto, retratando igualmente um episódio das Invasões, com ilustrações do referido mestre, o qual virá a desenhar também a adaptação de Jorge Magalhães para BD, do conto "O Tambor", inserido por Júlio Dantas na sua "Pátria Portuguesa" (1914)." José Valle de Figueiredo Destas tês obras dá testemunho a exposição em questão.
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 230-04-2009 11:48
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| "Ler Consigo" |
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A Biblioteca Escolar do Agrupamento fomentou, mais uma vez, o Projecto da Associação de Professores de Português 'Ler Consigo', que este ano decorreu na semana de 23 a 27 de Março. Aqui fica o testemunho da Filipa Duarte, uma aluna que teve a oportunidade de viver esta experiência. 
“No passado dia 26 de Março de 2009, a turma A do 5º ano da Escola Básica de Rio Tinto nº2 foi à Biblioteca Escolar assistir à leitura do livro O Panda do Kungo Fu. Pelos excertos que nos leram, pareceu tratar-se de um livro interessante. Houve ainda tempo para expor dúvidas de vocabulário e esclarecer pormenores da história. Quem foi ler, foi a mãe do nosso colega João Rocha, a quem muito agradecemos. Tratou-se de um bom incentivo para a leitura em casa nos tempos livres. Ler é fundamental para desenvolver o vocabulário e aguçar a imaginação. Esta actividade inseriu-se no projecto “Ler Consigo”, promovido pela APP. “Ler Consigo” é um óptimo projecto!”
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 206-04-2009 23:42
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| Titulares da Memória |
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 Uma vez mais o escritor Alexandre Parafita esteve na nossa escola, desta feita para se associar às comemorações da Semana da Leitura. Assim, no dia 5 de Março de 2009, as turmas A, B, E e F do 7º ano tiveram o privilégio de ouvir o escritor falar sobre a importância da leitura desde tenra idade e sobre a necessidade de valorizarmos as nossas raízes culturais e as “bibliotecas vivas” que são os idosos. O encontro começou com a brilhante actuação das turmas B, E e F, que brindaram o convidado e demais presentes com dramatizações bem-humoradas e leituras expressivas de textos de obras suas e ainda com música de fundo a cargo do Clube de Música. De seguida, os alunos do 7ºA conduziram com mestria uma entrevista que incidiu sobre o trabalho de investigação levada a cabo por Alexandre Parafita na área do património imaterial e que já lhe permitiu resgatar do esquecimento muitos contos populares, lendas, mitos e outros textos da tradição oral, sobretudo em Trás-os-Montes. Admirado com a pertinência de algumas questões dos jovens jornalistas, o escritor sublinhou a seguinte mensagem: para preservar a nossa identidade cultural, há que saber manter viva a memória do povo. Para tal, devemos ser capazes de “ouvir” as histórias de vida e também as outras, as da imaginação, com reis, princesas, diabos, raposas e trasgos, que os seniores da nossa família e da nossa sociedade, verdadeiros “titulares da memória”, guardam e que tão bem sabem contar! Prof. Alice Ribeiro
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 217-03-2009 14:21
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| Reportagem fotográfica da "Semana da Leitura" |
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 216-03-2009 18:08
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| Alice Vieira encanta alunos com as suas “estórias” |
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No tempo da ditadura em Portugal havia muitos presos políticos. Uma menina costumava ir visitar o pai à prisão e via-o sempre sentado, falando com ele através de um vidro. Não se lembrava de o ter visto de pé pois era ainda muito pequenina quando a PIDE o prendeu. Um dia, chegou mais cedo para a visita acompanhada pela mãe e viu o pai a caminhar, acompanhado por um guarda. Muito espantada exclamou: -“Olha, o meu pai tem pernas!” Esta foi uma das várias histórias sobre a ditadura salazarista contada aos alunos de 9.ºano pela conceituada escritora Alice Vieira, no passado dia 4 de Março, num encontro dinamizado no âmbito da Semana da Leitura no auditório da Escola Básica de Rio Tinto nº2. Os alunos ficaram encantados por conhecerem a autora do livro que trabalharam na aula de História – Vinte e Cinco a Sete Vozes. Este livro conta a história de uma estudante que está a fazer uma tese de mestrado sobre o 25 de Abril e que vai entrevistando diferentes personagens com perspectivas bastante diversas sobre o tema. Enquanto o Paulo Jorge acha somente que o 25 de Abril é “bué de fixe” porque é feriado, o avô da Madalena tem uma visão muito completa sobre o tema, pois viveu de perto o período da ditadura. Desde o início da sessão que ficámos admirados com o sentido de humor e boa disposição manifestados pela escritora que não é nada emproada e foi respondendo com muita simpatia às questões que lhe colocavam. Contou como uma vez a 1.ª página do jornal onde trabalhava saiu só com receitas de culinária, pois a censura tinha cortado quase todas as notícias; falou das visitas que fazia a amigos presos no Forte de Peniche e de como ainda hoje não consegue visitar essa antiga prisão política; partilhou connosco a revolta que sentia por saber que se passavam coisas importantes no país, como as greves académicas dos anos 60, e não poder publicar notícias sobre isso, entre muitas outras “estórias”. Gostámos imenso de estar à conversa com esta Alice Vieira. Foi, sem dúvida um momento único e inesquecível em que ouvimos o testemunho de alguém que viveu durante a ditadura salazarista. Assim se faz “história”! Ana Rita Moreira, Diogo Mota, Mara Carreira, 9.º F
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 216-03-2009 15:50
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| TRISAVÓ DE PISTOLA À CINTA |
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Achei muito divertida a história da trisavó Benedita. A trisavó Benedita era um orgulho para a família porque pensavam que ela tinha salvo Portugal das Invasões Francesas. No entanto, as pessoas da família da trisavó mudaram de opinião porque descobriram que ela trabalhava para os espanhóis, o que colocaria em causa a independência do nosso país. Tive pena do pai da Benedita e do tio Gonçalo; mas tive mais pena ainda do padre de Avelar de Cima, que foi para o hospital por causa de um incêndio. A parte que eu mais gostei da história foi a parte onde fala o padre, porque ele utilizava uma expressão muito engraçada, que era: “ Valha-me São Marçal!” A parte que menos gostei foi quando o tio Gonçalo chegou a Avelar de Cima e verificou que lá só havia três cães vadios, um coreto em ruínas, uma igreja de onde tinham roubado o sino e uma imagem de São Marçal. Aquela terra nem um café tinha e a família de Benedita pensava que Avelar de Cima era uma grande cidade, com muito desenvolvimento e era, precisamente o contrário. Isto fez-me sentir pena deles, porque deve ser muito triste ver a terra da trisavó, assim, neste estado. Para terminar, gostei muito desta história porque cria “suspense” e incentiva o leitor a querer descobrir o que vai acontecer a seguir. João Bernardo Oliveira Amorim 5.º G N.º18
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 210-03-2009 21:22
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| Ana Rita Dias é a suplente do distrito do Porto |
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A Ana Rita Dias ficou classificada em 3º lugar na final distrital do Concurso Nacional de Leitura, sendo, portanto, a suplente do distrito do Porto para a fase nacional, que terá lugar na RTP.
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 210-03-2009 21:17
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| 2ª Fase do Concurso Nacional de Leitura |
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As nossas alunas Ana Rita Dias, do 7º B, Sara Raquel Silva, do 8º E, e Andreia Filipa Lopes, do 9ºF, participaram, ontem, na 2ª fase do Concurso Nacional de Leitura (final distrital), que decorreu na Biblioteca Municipal Almeida Garrett (Porto), tendo a primeira sido apurada para a prova oral desta mesma fase, a realizar-se amanhã, dia 4 de Março. As obras seleccionadas pelo júri para a final distrital foram as seguintes: A ilha do chifre de ouro de Álvaro Magalhães A ilha na rua dos pássaros, de Uri Orlev A cerejeira da lua e outras histórias chinesas, de António Torrado
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 203-03-2009 17:41
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| A Filha do capitão, de José Rodrigues dos Santos |
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 Este livro é um romance passado durante a 1.ª Guerra Mundial. Afonso da Silva Brandão é um rapaz de Rio Maior, que graças à mãe da namorada é mandado para um seminário para acabar os estudos. Mas Afonso não queria seguir a vida religiosa pois questionava-se várias vezes sobre Deus e sobre o Destino. Saiu do seminário de Braga e foi para a escola do Exército de Lisboa onde se formou e abraçou a carreira militar. Agnés Chevallier, Francesa, nascida em Lille com uma grande paixão como a dos pais pelos bons e grandes vinhos, uma boa apreciadora e fã de Florence Nightingal, decidiu seguir os seus passos e estudar medicina em Paris. Lá conheceu Serge com quem veio a casar. Entretanto começara a Primeira Grande Guerra e Serge decidiu alistar-se para passado pouco tempo morrer ao serviço da Pátria. A 22 de Abril de 1917 Afonso Brandão e a Brigada do Minho seguiram para França para ajudar os «camones» na guerra. Afonso frequentava casas de pessoas importantes em França, quando não estava nas trincheiras, e numa dessas casas, conheceu Agnés. Viveram um belo romance, ela que tinha começado a trabalhar num hospital Francês enquanto ele estava nas trincheiras. O livro retrata de uma forma impressionante a vida dos soldados nas trincheiras da 1ª Grande Guerra. O autor consegue transportar-nos para aquele ambiente e descrever os horrores da guerra e, com todo o pormenor, a batalha de La Lys (dia 9 de Abril de 1918). Também achei curioso o facto de os portugueses chamarem às metralhadoras as “costureiras” e serem conhecidos por “lãzudos” pois usavam uns coletes de pele de carneiro. Com todas as vicissitudes da guerra Afonso e Agnés desencontram-se. Será que acabam juntos no final do romance? Por que razão o livro se chama A Filha do capitão? Só saberá as respostas quando ler o livro. Eu gostei muito, quando comecei não mais consegui parar até conhecer o destino de todas as personagens. Joana Leça, 9.ºG
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escrito por EB 2/3 Rio Tinto nº 219-02-2009 22:40
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